O projeto Adagoi, que prevê a exploração de feldspato no concelho de Vila Pouca de Aguiar, distrito de Vila Real, tem sido alvo de posições divergentes na região. A iniciativa, promovida pela empresa Mota Ceramic Solutions, visa reforçar o fornecimento nacional de matérias-primas, sobretudo para a indústria cerâmica, e reduzir a dependência de importações.
A concessão prevê também a extração de quartzo e lítio e foi assinada em dezembro de 2024 com a Direção-Geral de Energia e Geologia, estando prevista agora a realização do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) para avaliar os impactos da atividade nas freguesias de Bragado e Capeludos.
A proposta tem gerado alguma oposição local, com uma petição online a reunir perto de 500 assinaturas contra a exploração, alegando preocupações com potenciais efeitos negativos sobre recursos hídricos, solos, biodiversidade, paisagem, saúde e qualidade de vida, e criticando a informação pública considerada insuficiente sobre medidas de mitigação.
A presidente da Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar, Ana Rita Dias, mostrou-se preocupada com o processo e lamentou não ter sido envolvida atempadamente, sublinhando que a autarquia acompanhará a posição da população e exigirá contrapartidas que minimizem eventuais impactos caso o projeto avance.
A Mota Ceramic Solutions defende que o projeto será de “escala reduzida e de baixo impacto”, assegurando que cumprirá todas as exigências legais e ambientais e que continuará a dialogar com as comunidades locais antes da submissão dos resultados do EIA às entidades competentes.