Dados da CCDR-Norte mostram níveis baixos de dióxido de azoto na região. Estação Douro Norte registou, contudo, mais de 25 dias com excesso de ozono no período 2022-2024.
A qualidade do ar em Trás-os-Montes e Alto Douro apresenta, em geral, níveis baixos de poluição associada ao tráfego rodoviário, mas o ozono continua a ser uma preocupação, sobretudo em zonas rurais. É o que revela o relatório da CCDR-Norte sobre a qualidade do ar na Região Norte entre 2020 e 2024.
Na estação Douro Norte, localizada no distrito de Vila Real, foram registadas, em média, mais de 25 ultrapassagens anuais do valor-alvo de ozono no período 2022-2024. Em 2024, a concentração média anual foi de 80 microgramas por metro cúbico, contra 60 µg/m³ na estação de Santa Combinha, em Macedo de Cavaleiros.
Já o dióxido de azoto, associado sobretudo às emissões automóveis, apresenta concentrações significativamente inferiores às registadas nas áreas urbanas do litoral. Na Zona Norte Interior, os valores situam-se entre 11 e 13 µg/m³.
Os dados mostram, assim, uma realidade diferente da dos grandes centros urbanos: menor pressão permanente do tráfego, mas maior relevância de episódios de ozono e de partículas, nomeadamente durante períodos de incêndios florestais.
Do ponto de vista da saúde pública, a distinção é importante. A exposição a partículas finas pode afetar os sistemas respiratório e cardiovascular, enquanto concentrações elevadas de ozono podem agravar problemas respiratórios, sobretudo em pessoas mais vulneráveis.
A situação será ainda acompanhada à luz das novas regras europeias, que estabelecem limites mais exigentes para vários poluentes a partir de 2030. A CCDR-Norte está também a renovar a rede regional de monitorização da qualidade do ar, que inclui as estações Douro Norte e Santa Combinha na Zona Norte Interior.