No Dia Mundial da Vida Selvagem, a Quercus faz o balanço da atividade dos seus três Centros de Recuperação de Animais Selvagens, o CERAS, o CRASM e o CRASSA, que acolheram 1.673 animais em 2025, mais 7% do que no ano anterior.

Do total, 1.577 deram entrada com vida e 42,2% foram recuperados e devolvidos ao habitat natural. Julho concentrou o maior número de admissões, sobretudo crias órfãs. As aves representaram 83,8% dos casos, seguindo-se mamíferos e répteis. Entre as principais causas de ingresso destacam-se quedas de ninho, orfandade e traumatismos, mantendo-se também situações ligadas a ações humanas ilegais, como tiro e cativeiro.

Os centros acolheram ainda 127 animais de espécies ameaçadas e contaram com o apoio de 137 estagiários e voluntários, integrando a Rede Nacional de Centros de Recuperação para a Fauna, coordenada pelo ICNF. Além da reabilitação, os CRAS desempenham um papel relevante na investigação, monitorização ambiental e sensibilização da comunidade para a conservação da natureza.