No Dia Internacional dos Migrantes, que se assinala esta quinta-feira, a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) lançou o documento “Vamos Falar Sobre Integração de Pessoas Migrantes”, que reúne evidência científica e um conjunto de recomendações práticas para promover uma integração mais eficaz e humanizada.
O documento procura esclarecer o fenómeno da migração, as razões que levam milhares de pessoas a deixar os seus países de origem e os motivos pelos quais a imigração tornou-se um tema frequentemente polarizador na sociedade. A OPP destaca ainda o papel fundamental das comunidades locais, locais de trabalho e escolas na criação de contextos mais inclusivos.
Ao nível da comunidade, a Ordem sublinha a importância de reconhecer preconceitos, evitar generalizações e apostar em pequenos gestos de acolhimento, como cumprimentar, sorrir ou comunicar com uma língua comum, ou de aplicações de tradução. Apoiar a aprendizagem da língua portuguesa, demonstrar curiosidade pela cultura do outro e ajudar na utilização de serviços essenciais, como transportes, saúde ou emergência, são também apontados como passos decisivos para uma integração bem-sucedida.
No contexto laboral, a OPP recomenda um acolhimento estruturado das pessoas migrantes, com explicação clara das regras, direitos e deveres, bem como o incentivo à integração nas equipas. Além disso, defende a sensibilização para a diversidade cultural, o respeito por costumes e tradições e a atenção a possíveis situações de desigualdade ou exploração no trabalho.
Já nas escolas, a Ordem dos Psicólogos alerta para a influência que adultos e educadores têm nas atitudes das crianças. Incentiva a desconstrução de estereótipos associados à migração, a promoção da curiosidade cultural e o estímulo à amizade entre crianças de diferentes origens. Gestos simples, como aprender algumas palavras na língua de um colega ou ajudar na adaptação às rotinas escolares, podem fazer uma diferença significativa no processo de integração.
Com este documento, a Ordem dos Psicólogos Portugueses reforça que a integração das pessoas migrantes é uma responsabilidade coletiva e um passo essencial para a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e coesa.