No dia oito de dezembro, a Igreja Católica celebra a Solenidade da Imaculada Conceição, nove meses antes do nascimento de Maria (oito de setembro).
Em 1854, Pio IX, através da Bula Ineffabilis Deus, proclamou o dogma de que “a Bem-aventurada Virgem Maria foi preservada e imune de toda mancha do pecado original, desde o primeiro instante da sua concepção, por graça particular e privilégio de Deus Todo-Poderoso, pelos méritos de Jesus Cristo, Salvador do género humano”.
Em Portugal esta festa também é celebrada com grande solenidade, sendo feriado (dia santo), igual a outras festas como o Corpo de Deus ou a Assunção de Nossa Senhora (15 de agosto).
Além do carácter litúrgico, esta festa ganha maior protagonismo para os portugueses pelo simbolismo levado a cabo por D. João IV, aquando da coroação da imagem de Nossa Senhora da Conceição em 1646, presente em Vila Viçosa, como rainha de Portugal, deixando os reis portugueses de usar coroa até ao fim da monarquia em outubro de 1910.
Também em Vila Real assume algum relevo, dado que é a padroeira da diocese desde a proclamação oficial em 24 de setembro de 1924, depois de um processo de auscultação por parte do bispo de então, D. João Evangelista que pediu ao clero da sua jurisdição que se pronunciasse.
A votação foi em grande número para a invocação mariana da Imaculada Conceição e assim ficou escolhida a padroeira da diocese transmontana, como pode ler no artigo publicado na edição 927 da autoria de Ribeiro Aires.