Luís Ramalho esteve na redação do Notícias de Vila Real para uma entrevista para o espaço “Dar Voz aos Candidatos” que o nosso jornal está a realizar na edição impressa entre as edições 965 e 968. Trazemos agora para o nosso website um resumo daquilo que o candidato, que se apresenta como cabeça de lista à Câmara e Assembleia Municipal, destacou.

Luís Ramalho é professor universitário e lidera a primeira candidatura do Livre no concelho de Vila Real, motivado pelos resultados das legislativas de maio, que representaram “um bocadinho de esperança” e que não quer deixar de ver refletida “nas nossas terras”. Sendo a estreia em eleições autárquicas, o partido não coloca expectativas na eleição de vereadores, mas foca-se na conquista de um deputado na Assembleia Municipal, para conseguir colocar em cima da mesa algumas das suas propostas.

Entre as prioridades, o candidato aponta a melhoria das ligações entre zonas rurais e urbanas através do transporte a pedido, já que “as ligações que existem de transporte público das zonas rurais à zona urbana são muito limitadas”. Defende também mais habitação pública para combater a pressão imobiliária, considerando que, a longo prazo, o município deve “apostar em ter 10% de habitação pública”. Outra das bandeiras é a criação de comunidades de energia renovável, envolvendo município, cidadãos e empresas, para “baixar o custo da eletricidade”. O Livre defende ainda a reestruturação da antiga Linha do Corgo e a passagem da ferrovia de alta velocidade pelo território vila-realense, sublinhando que “a ferrovia é essencial” para o desenvolvimento.

Cabeça de lista também à Assembleia Municipal, Luís Ramalho sublinha que este órgão, apesar de limitado, tem “maior pluralidade” e pode implementar políticas que “vejam o concelho como um todo”. O objetivo do Livre é eleger um deputado que permita trazer novas propostas para este espaço de debate.

O candidato acredita que os vila-realenses devem votar no Livre no dia 12 de outubro porque o partido apresenta “uma forma de fazer política com seriedade” e propostas que, mesmo vistas como utópicas, “já são implementadas noutros sítios e funcionam bem”.