O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins (STAL)
assinalou o Dia Mundial da Prevenção e Segurança no Trabalho, a 28 de abril, com a instalação de uma ação simbólica na Praça Luís de Camões, em Vila Pouca de Aguiar, centrada no tema “Os Trabalhadores do Lixo não são Lixo!”.
A iniciativa apresentou a representação de um trabalhador colocado no interior de um contentor, numa imagem de forte impacto que procurou chamar a atenção para a desvalorização social e profissional dos trabalhadores da recolha de resíduos urbanos.
Com esta ação, o sindicato pretendeu sublinhar a importância de uma atividade essencial ao funcionamento das comunidades, muitas vezes realizada fora do olhar público e apenas notada quando ocorrem falhas no serviço. Ao mesmo tempo, denunciou as condições em que estes profissionais desempenham funções.
Segundo o STAL, trata-se de um trabalho marcado pela insalubridade, exigência física e risco elevado, com exposição a condições climatéricas adversas, manuseamento de cargas pesadas e operação de maquinaria, fatores que contribuem para o desgaste e para uma menor expectativa de vida saudável.
A estrutura sindical alerta ainda para problemas como baixos salários, precariedade laboral, falta de reconhecimento da penosidade e risco da profissão, bem como limitações à contratação coletiva e ao exercício da atividade sindical.
Entre as principais reivindicações estão a melhoria das condições de saúde e segurança, a renovação de equipamentos, a disponibilização de fardamento adequado e a garantia da sua higienização, bem como o acesso a acompanhamento regular em saúde ocupacional.
O STAL defende também a valorização salarial, a aplicação do suplemento de penosidade, insalubridade e risco, a redução do horário de trabalho para 35 horas semanais e o acesso à reforma antecipada, considerando estas medidas essenciais para a dignificação da profissão e para a qualidade do serviço público.