O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) apelou a que o Natal seja vivido como um tempo de solidariedade, proximidade e esperança, inspirado no presépio de Belém, que reflete a generosidade dos mais humildes e sofridos. A mensagem foi deixada por D. José Ornelas na sua Mensagem de Natal 2025, enviada à Agência ECCLESIA.
Segundo o responsável católico, o Natal será celebrado num contexto marcado por “trevas assustadoras”, com ecos de guerra, insegurança, destruição, miséria e morte em várias partes do mundo. Ainda assim, sublinha que o nascimento de Jesus faz ouvir “o vagido de um menino recém-nascido”, um sinal de ternura que convida ao cuidado, ao respeito pela dignidade humana e à abertura de horizontes de futuro e esperança.
D. José Ornelas desafia os fiéis a “redescobrir e replicar” o presépio de Belém, lembrando que Deus escolheu nascer na fragilidade e na periferia, e não “num presépio de ouro”. Para o bispo de Leiria-Fátima, a paz de que o mundo necessita deve começar em gestos concretos de proximidade, construindo pontes nas famílias, nas comunidades e nas relações do dia a dia.
O presidente da CEP recorda ainda que o presépio do Deus Menino é um espaço onde “cabem todos quantos perderam a esperança” e destaca que, mesmo num tempo marcado por desafios, injustiça e violência, o Natal revela também a solidariedade simples e generosa dos mais pobres, que se deixam tocar pelo drama de uma família forasteira e respondem com gestos de acolhimento e partilha.
Na sua mensagem, D. José Ornelas conclui com um apelo à construção de uma sociedade mais justa, onde prevaleça o respeito pela dignidade humana e onde o espírito do Natal contribua para uma paz verdadeira, capaz de unir povos e curar feridas.