O antigo reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Emídio Gomes, reivindica a liderança do processo que conduziu à criação do Mestrado Integrado em Medicina, que arranca este ano letivo em Vila Real com 40 vagas.
Num artigo de opinião publicado no Jornal de Notícias, o ex-reitor classifica o início do curso como um “marco histórico” para a universidade e para a região e recorda um processo que descreve como exigente e marcado por vários obstáculos.
Emídio Gomes destaca a parceria estabelecida com a Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro (ULSTMAD), envolvendo os hospitais e os centros de saúde da região, para assegurar a componente formativa do curso. O arranque do Mestrado Integrado em Medicina em 2026/2027, com 40 vagas, está confirmado pela Direção-Geral do Ensino Superior e pelo Governo.
O antigo responsável da UTAD recorda particularmente outubro de 2024, quando, segundo relata, a universidade foi informada da recusa do segundo processo submetido à Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES).
No artigo, Emídio Gomes afirma que existiu apoio político de diferentes governos e das autarquias da região, embora considere que esse apoio, por si só, não foi suficiente para garantir a concretização do projeto.
O ex-reitor deixa ainda um reconhecimento a António Ferreira, Carla Amaral, João Pinto de Sousa, Jorge Ventura, Raquel Chaves e Robert Armstrong, que identifica como o grupo que o acompanhou mais diretamente durante o processo.
Emídio Gomes termina fazendo um balanço do período em que esteve à frente da universidade, destacando o crescimento do número de estudantes, a situação financeira e a modernização das infraestruturas. Sobre a relação futura com a instituição e a cidade, deixa uma frase de encerramento: “A UTAD e Vila Real são, agora, uma ‘causa finita’.”