Romaria realiza-se de 11 a 14 de setembro, na União de Freguesias de Mouçós e Lamares, e mantém uma das manifestações religiosas e culturais mais emblemáticas do concelho de Vila Real.
A Festa em Honra de Nossa Senhora da Pena está de regresso, entre 11 e 14 de setembro, à União de Freguesias de Mouçós e Lamares, no concelho de Vila Real. Uma das mais importantes romarias da região promete, uma vez mais, juntar fé, tradição, cultura popular e animação, com destaque para os imponentes andores que constituem uma das imagens de marca da celebração.
Reconhecida pela dimensão extraordinária dos seus andores, a romaria é uma manifestação singular da identidade das comunidades locais. Alguns exemplares chegam a atingir 23 metros de altura e três toneladas de peso, sendo transportados por mais de 50 homens, num esforço coletivo que continua a mobilizar várias gerações.
O próprio cartaz da edição de 2026 destaca a dimensão do andor como o “maior andor do mundo carregado por força humana”, referindo ainda a sua inscrição no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.
Neste ano, a organização está a cargo da aldeia de Alvites.
Uma tradição com raízes antigas
Apesar de a atual configuração da romaria ter ganho forma sobretudo a partir de meados do século XX, a devoção a Nossa Senhora da Pena tem raízes bastante mais antigas. O culto está associado a tradições religiosas que remontam ao século XVIII, alimentadas por lendas locais e pela devoção popular à Senhora da Pena na serra.
A construção da capela e a consolidação da romaria deram forma, ao longo do tempo, a uma celebração que viria a adquirir uma dimensão comunitária muito particular. Mais tarde, surgiu o grande andor, transformado numa das expressões mais marcantes da festa e também num símbolo de identidade das diferentes localidades envolvidas.
A rivalidade saudável entre aldeias terá contribuído igualmente para a evolução da tradição, incentivando a construção de estruturas cada vez mais imponentes e elaboradas. O resultado é uma manifestação de grande impacto visual, mas que assenta sobretudo na força do trabalho coletivo e na participação da população.
A festa mantém-se habitualmente no segundo fim de semana de setembro, atravessando gerações sem perder a ligação às suas raízes religiosas e comunitárias.
Quatro dias de festa
A programação arranca na sexta-feira, dia 11, com a novena preparatória e atividades culturais, seguindo-se a abertura das festividades com o tradicional cortejo do gado e a atuação do grupo É BALA, entre outros momentos de animação.
No sábado, dia 12, o programa inclui a alvorada de morteiros, a entrada da Feira Anual de Gado, o início do passeio de cavalos, a missa solene por intenção dos habitantes da freguesia e a entrada dos grupos de bombos. Durante a tarde decorrem a arruada do Grupo de Concertinas Borga e Companhia e o Concurso de Gado Maronês, além da entrega de prémios.
A noite fica marcada pela animação musical, com atuações de Pedro Cachadinha, Sérgio Rossi, Maninho e DJ’s, entre outros.
No domingo, dia 13, as cerimónias religiosas voltam a assumir protagonismo, com a missa dominical e o acompanhamento musical de diferentes grupos de música tradicional. O programa inclui ainda a entrada das bandas de música de Nogueira e Sanguinhedo, a atuação da Fanfarra dos Bombeiros da Cruz Branca e um dos momentos de maior significado da celebração: a Majestosa Procissão, com a participação de figuras bíblicas e imponentes andores.
A noite prossegue com atuações de Canário e Amigos e DJ Sam Ballet, entre outros.
Já na segunda-feira, dia 14, a tradição prolonga-se com a tradicional sardinhada, destinada à comissão de festas, e com a atuação do Grupo Ritmo Jovem.