O número de insolvências declaradas no distrito de Vila Real duplicou nos primeiros sete meses de 2026 face ao mesmo período do ano passado, enquanto a criação de novas empresas registou uma tendência de quebra a nível nacional, segundo dados da Iberinform citados pela agência Lusa.

De acordo com os dados divulgados esta quarta-feira, as insolvências declaradas em Portugal aumentaram 5,5% entre janeiro e julho, com as ações apresentadas pelas próprias empresas a crescerem 2,8% e as requeridas por terceiros a subirem 8,2%.

Vila Real esteve entre os distritos com maiores aumentos relativos de insolvências no período, com uma subida de 100% face aos primeiros sete meses de 2025. A mesma variação foi registada em Beja. Os maiores crescimentos ocorreram na Madeira, com 117%, enquanto Viana do Castelo aumentou 70%.

Em termos absolutos, Lisboa, com 256 processos, Porto, com 221, e Braga, com 138, concentraram o maior número de insolvências declaradas até julho.

A nível nacional, os setores das telecomunicações, com uma subida de 50%, da hotelaria e restauração, com 29%, e dos outros serviços, com 17%, registaram os maiores aumentos de insolvências.

Também os processos de insolvência encerrados cresceram 18% no acumulado até julho, com destaque para os encerramentos com plano de insolvência, que aumentaram 69%.

Criação de empresas perde dinamismo

Os dados da Iberinform apontam também para uma desaceleração na criação de empresas. Em julho foram constituídas 3.695 novas empresas em Portugal, menos 21% do que no mesmo mês de 2025.

No acumulado até julho, Lisboa liderou a constituição de novas empresas, com 10.112, seguida do Porto, com 5.757, e Setúbal, com 2.619. Os três distritos registaram, contudo, reduções face ao período homólogo.

No Norte do país, Bragança esteve entre os territórios com maiores descidas na criação de empresas, com uma redução de 15%. A maior quebra foi registada na Madeira (-25%), seguindo-se Évora (-24%), Guarda (-19%) e Viana do Castelo (-17%).

Por setores de atividade, apenas a Construção e Obras Públicas registou um aumento na criação de empresas, de 5,7%. As maiores reduções verificaram-se na eletricidade, gás e água, na agricultura, caça e pesca, nas telecomunicações e no comércio a retalho.

Os dados são da Iberinform, filial da Crédito y Caución especializada em informação empresarial e análise de risco, e foram divulgados pela agência Lusa.