No dia 7 de maio de 2016, passam agora 10 anos, dava-se a inauguração do Túnel do Marão, uma importante infraestrutura que permitiu ligar os concelhos de Vila Real e Amarante, abrindo portas a uma ligação mais rápida entre a região de Trás-os-Montes e Alto Douro e a do Tâmega e Sousa.

Após sete anos de avanços e recuos na construção deste equipamento que iniciou com José Sócrates como primeiro-ministro, parou durante o período da crise económica que se abateu sobre o país, foi recuperado por Pedro Passos Coelho, e formalmente inaugurado por António Costa, permitiu reduzir para cinco minutos a travessia da Serra do Marão, uma barreira natural que separava o litoral do interior norte.

Dizem as páginas do NVR de 11 de maio, que nas primeiras 24 horas, o túnel foi atravessado por 18 mil viaturas, colocando fim a anos de vítimas causadas pela travessia do Itinerário Principal 4 (IP4).

Hoje, este troço que foi, durante vários anos uma ligação importante com o resto do país, é utilizado pelos condutores para acesso às aldeias mais afastadas dos centros de Vila Real e Amarante.

Rui Santos, à época presidente da Câmara de Vila Real, falava num “primeiro dia do resto da
vida de Trás-os-Montes”, lamentando o “desperdício de recursos públicos e comunitários, que atrasou 20 anos a chegada da autoestrada a Trás-os-Montes”, motivo pelo qual entendia que era importante que “a primeira referência seja precisamente a todos os 136 homens e mulheres a quem o atraso desta obra custou a vida”.

O primeiro-ministro de então, António Costa, destacava a importância da obra, comparando-a com a ponte sobre o Tejo (Ponte 25 de Abril), ao dizer que “nenhuma outra infraestrutura tinha sido tão relevante para vencer uma barreira natural. Há 50 anos o Tejo, hoje o Marão. E vencer esta barreira do Marão tem um profundo significado”.

O governante referia ainda que era preciso devolver às regiões “o poder para definir a sua própria estratégia de desenvolvimento”, numa cerimónia marcada pela presença de José Sócrates e ausência de Passos Coelho, ambos com ligações à região.

Hoje são mais de 45 milhões os veículos que atravessaram este equipamento, bem como a redução do número de sinistros rodoviários verificados, não havendo registo de vítimas mortais ou feridos graves. Por ali passam todos os dias milhares de pessoas de, e em direção ao Grande Porto, para acesso a serviços, turismo e transporte de mercadorias.