A Filandorra apresenta no próximo dia 26 de junho, no Auditório Exterior do Teatro Municipal de Vila Real, a sua mais recente produção, “As Bacantes”, de Eurípedes. Trata-se da 97.ª criação da companhia transmontana, que estreou na passada sexta-feira no Museu do Côa e assinala os 40 anos de atividade da estrutura cultural.

Considerada uma das mais marcantes tragédias da literatura clássica, “As Bacantes” transporta o público para o universo das sacerdotisas de Dionísio, deus do vinho, do teatro e da natureza, que celebram os seus mistérios através do êxtase e do delírio. A peça propõe uma reflexão sobre o livre pensamento, os limites do poder humano e a força incontrolável do sagrado, demonstrando a atualidade dos grandes textos da dramaturgia grega.

A encenação é assinada por David Carvalho, com assistência de Cristina M. Carvalho. O elenco integra André Legoinha, Bibiana Mota, Inês Medeiros, Luís Pereira, Paulo Magalhães, Silvano Magalhães, Sinas Pereira e Sofia Duarte. A componente técnica conta com Pedro Carlos no som e Carlos Carvalho na iluminação, enquanto Cristina M. Carvalho e Silvina Lopes asseguram a comunicação e produção.

Esta criação conta com o apoio da Direção-Geral das Artes, através do Programa de Apoio a Projetos – Criação e Edição, da Fundação Côa Parque e dos municípios de Vila Nova de Foz Côa e Vila Real, sendo coproduzida com o Teatro de Vila Real.

Após a estreia, “As Bacantes” inicia uma digressão por vários municípios da região, com apresentações em espaços públicos, procurando reforçar a ligação entre a cultura, o património edificado e as comunidades locais.