A secular Feira das Cebolas regressa a Vila Pouca de Aguiar esta sexta-feira e sábado, 25 e 26 de setembro, com venda de produtos locais, concursos pecuários, gastronomia, tradições rurais e animação.

A feira estende-se por diferentes espaços da vila, com a Praça Luís de Camões a receber a tradicional venda de cebolas, enquanto a Praça Camilo Castelo Branco acolhe a mostra de produtos locais. A programação envolve ainda a Praça João Paulo II, o Mercado Municipal e a zona do Complexo Desportivo.

Para a presidente da Câmara Municipal, Ana Rita Dias, trata-se do “mais tradicional acontecimento económico e cultural” realizado anualmente no concelho. A autarca considera que a valorização das componentes comercial e turística do evento pode beneficiar produtores, comerciantes e a própria comunidade.

Concursos e tradições rurais

Na sexta-feira, o programa começa às 08h00 e inclui mostra e venda de produtos, o Concurso Nacional de Cabra Bravia, uma desfolhada com os jardins de infância, teatro de rua pela Filandorra e o Concurso da Maior Cebola. Haverá ainda degustação de caldo de cebola e funcionamento das tasquinhas.

Durante a tarde realizam-se o Concurso Pecuário, a Mostra de Carneiros e as Chegas de Bois, junto aos campos do Complexo Desportivo. À noite, a tradição regressa ao centro da vila com uma Desfolhada à Moda Antiga, acompanhada pela Associação Cultural, Recreativa e Social do Alvão.

No sábado, continuam a mostra e venda de produtos locais e a componente gastronómica. À tarde, junto à pista do Complexo Desportivo, estão previstos o Campeonato do Jogo do Malhão, a Corrida de Burros e a Corrida de Cavalos de Passo Travado.

A edição termina à noite com o Baile das Cebolas, que este ano terá a atuação de Zé Amaro.

Uma feira com séculos de história

A Feira das Cebolas está ligada há vários séculos à história de Vila Pouca de Aguiar. De acordo com a informação divulgada pela autarquia, existem referências documentais à feira desde o século XIV, tendo a sua restituição sido determinada em setembro de 1417, durante o reinado de D. João I.

A programação dos dois dias procura, assim, manter a componente comercial que está na origem da feira, associando-lhe atividades ligadas à agricultura, pecuária, gastronomia e tradições locais.