O próximo eclipse solar será particularmente visível no Norte de Portugal, com Vila Real a registar uma ocultação máxima de 98,7% do disco solar. Apesar de o fenómeno ser parcial na maior parte do país, uma pequena faixa do Nordeste transmontano ficará dentro da zona de totalidade.

O eclipse ocorre na próxima quarta-feira, 12 de agosto, quando a Lua passar entre a Terra e o Sol, provocando uma ocultação progressiva do disco solar. Em Portugal continental, o fenómeno será mais acentuado quanto mais a norte estiver o observador.

Em Vila Real, o eclipse terá início às 18h34, atingirá o máximo às 19h31 e terminará às 20h24. No momento de maior ocultação, apenas uma pequena parte do Sol permanecerá visível.

No Norte e Centro do país, a percentagem de ocultação deverá situar-se entre os 97% e os 99%, enquanto no Sul ficará entre os 92% e os 96%. Nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, a ocultação será menor, variando aproximadamente entre 74% e 77%.

Totalidade apenas no Nordeste transmontano

Apesar de Portugal continental ficar próximo da faixa de totalidade, o eclipse será total apenas numa estreita área do Nordeste transmontano, no distrito de Bragança. A zona de totalidade atravessa uma pequena área do Parque Natural de Montesinho, junto à fronteira com Espanha.

Nessa faixa, durante alguns instantes, a Lua cobrirá completamente o disco solar. Será então possível observar a coroa solar e o céu ficará significativamente mais escuro.

Fora da faixa de totalidade, mesmo em locais onde a ocultação atinja 98% ou 99%, o Sol continuará a emitir radiação suficiente para causar lesões graves nos olhos. A observação deve, por isso, ser feita sempre com proteção ocular adequada.

Observação exige proteção adequada

A observação direta do Sol sem proteção apropriada pode provocar danos permanentes na visão. Os óculos de sol convencionais não são suficientes, nem devem ser utilizados filtros improvisados, negativos fotográficos ou outros materiais sem certificação.

Para observar o eclipse em segurança são necessários óculos próprios para eclipses, com proteção adequada e certificação, nomeadamente de acordo com a norma ISO 12312-2.

O eclipse de 12 de agosto será, assim, um dos fenómenos astronómicos mais relevantes do ano em Portugal, com especial interesse para o Norte do país e, de forma excecional, para a pequena região de Bragança onde será possível assistir à totalidade.

De referir que Portugal não vê um eclipse solar total desde 1912. O próximo, em 12 de agosto de 2026, ocorre 114 anos depois. A própria organização nacional do eclipse confirma que o último eclipse total visível em Portugal ocorreu em 1912 e aponta 2144 como a próxima ocorrência.