A noite de 12 de agosto será marcada por um segundo fenómeno astronómico em Trás-os-Montes, poucas horas depois do eclipse solar que terá uma pequena faixa de totalidade no distrito de Bragança. A partir da noite de quarta-feira será possível observar a chuva de meteoros das Perseidas, com condições particularmente favoráveis devido à reduzida luminosidade da Lua.
As Perseidas poderão começar a ser observadas a partir das 21h30, cerca de uma hora depois do final do eclipse solar em Portugal continental. Alguns meteoros deverão ser visíveis a olho nu, deixando rastos luminosos no céu à medida que atravessam a atmosfera terrestre.
O fenómeno ocorre todos os anos entre meados de julho e o final de agosto, atingindo habitualmente o seu máximo por volta de 12 e 13 de agosto. Este ano, a proximidade da Lua nova deverá proporcionar um céu mais escuro e facilitar a observação.
Em Trás-os-Montes, a região apresenta condições particularmente interessantes para acompanhar o fenómeno, sobretudo em zonas afastadas da iluminação artificial das áreas urbanas. Para uma melhor observação, recomenda-se a escolha de um local escuro e com o horizonte desimpedido.
A partir das 22h00, deverão começar a surgir algumas Perseidas, à medida que a constelação de Perseu sobe no céu a nordeste. A atividade deverá aumentar durante a madrugada, com o período entre as 02h00 e as 05h00 a apresentar as melhores condições para tentar observar um maior número de meteoros.
Para adaptar a visão à escuridão, é aconselhável evitar a utilização de telemóveis e outros ecrãs luminosos durante a observação. A olho nu será suficiente para acompanhar os meteoros, não sendo necessários telescópios ou binóculos.
Assim, a região transmontana poderá proporcionar uma noite particularmente invulgar: primeiro, com a observação do eclipse solar, que será total numa pequena área do distrito de Bragança, e, algumas horas depois, com a passagem das Perseidas pelo céu.
O que são as perseidas?
As Perseidas são uma chuva de meteoros que acontece todos os anos, normalmente entre meados de julho e o final de agosto, atingindo o seu pico por volta de 12 e 13 de agosto.
O fenómeno ocorre quando a Terra atravessa uma zona de partículas deixadas pelo cometa Swift-Tuttle. Ao entrarem na atmosfera terrestre a grande velocidade, essas pequenas partículas aquecem e produzem os conhecidos rastos luminosos no céu, popularmente chamados de “estrelas cadentes”.
Apesar do nome, não são estrelas. São partículas de poeira e pequenos fragmentos associados ao cometa.
Chamam-se Perseidas porque, vistos da Terra, os meteoros parecem surgir de uma região do céu próxima da constelação de Perseu.