A Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM) promove, entre outubro e dezembro, a Bienal de Arte Contemporânea das Terras de Trás-os-Montes – Linha da Terra, que vai reunir 160 artistas em 14 exposições distribuídas pelos nove concelhos da região.
A programação arranca a 1 de outubro, em Alfândega da Fé, seguindo depois por Bragança, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Vila Flor, Vimioso e Vinhais.
Pela primeira vez, os nove municípios que integram a CIM-TTM ficam ligados por uma programação comum de arte contemporânea, embora cada exposição tenha uma proposta e identidade próprias. Ao longo de três meses, o projeto ocupará diferentes equipamentos culturais, procurando criar uma rede de circulação entre artistas, instituições e públicos.
Cultura contemporânea fora dos grandes centros
A “Linha da Terra” assume como um dos principais objetivos alargar o acesso à criação artística contemporânea num território de baixa densidade. A organização pretende também valorizar os equipamentos culturais existentes e incentivar a circulação de públicos entre os diferentes concelhos.
A Bienal reúne artistas de diferentes gerações, percursos e geografias, incluindo criadores portugueses e internacionais.
A direção artística está a cargo de Inês Falcão, sendo a programação construída através de diferentes projetos curatoriais. Entre os responsáveis encontram-se Ágata Rodrigues, Cabral Pinto, António Meireles, Natália Fauvrelle, Jorge da Costa, Rui Ferro, Marta Lima, Domingos Loureiro, Carlos Costa, Jacinta Costa, Jaime Silva, Ana Barroco, Alexandra Silvano, Felícia de Sousa e Agostinho Santos.
Exposições acompanhadas por atividades
A iniciativa conta ainda com uma rede de parceiros que inclui o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, o Laboratório de Artes na Montanha Graça Morais, a Fundação Bienal de Arte de Cerveira, o Museu Abade de Baçal, o Museu do Douro e a Sociedade Nacional de Belas Artes.
Além das 14 exposições, estão previstas atividades educativas, visitas orientadas, conversas e oficinas, destinadas a aproximar as obras e os artistas das comunidades locais.
Depois da abertura em Alfândega da Fé, as restantes inaugurações vão percorrer os concelhos por ordem alfabética ao longo dos três meses de programação.