A Lagoa do Alvão, no concelho de Vila Pouca de Aguiar, recebe entre os dias 3 e 5 de julho a sexta edição do ARTimanha – Festival de Artes, iniciativa que volta a conjugar cultura, natureza, inclusão social e sustentabilidade num dos cenários naturais mais emblemáticos da região.
Organizado pela Animódia – Companhia de Arte e Cultura, com o apoio do Município de Vila Pouca de Aguiar, o festival decorre este ano sob o tema “Cultura e Floresta”, propondo ao público três dias de programação multidisciplinar que inclui música, teatro, debates, atividades de bem-estar, oficinas, caminhadas e ações de sensibilização ambiental.
Com o lema “Traz Arte aos Montes”, o ARTimanha continua a afirmar-se como um projeto de descentralização cultural, levando propostas artísticas ao coração de Trás-os-Montes e promovendo a valorização do património natural.
Para o diretor artístico do festival, José Miguel Carvalho, a escolha do tema reflete a identidade do evento. “Acreditamos que a arte tem o poder de aproximar as pessoas do território e de despertar uma consciência mais profunda sobre a importância da preservação do património natural. Queremos que a Lagoa do Alvão seja um lugar de partilha, descoberta e inspiração”, afirma.
O primeiro dia, 3 de julho, é marcado por uma forte componente social, através da iniciativa Be Different, que reunirá cerca de 300 utentes de instituições do Alto Tâmega e Barroso dedicadas ao apoio a pessoas com deficiência. A programação inclui ainda uma ação de Plogging, que alia exercício físico à recolha de resíduos, a apresentação da performance “Ritmos da Natureza”, protagonizada pelos utentes do Centro de Atividades Ocupacionais de Vila Pouca de Aguiar, e a conversa “Cultura e Floresta”.
Ao final da tarde atua o Duo Improvável, seguindo-se um sunset com DJ Miguel Ângelo. A noite reserva os concertos de O Gajo e da Fanfarra da Cebolada, terminando com um live set de Cheganahora.
No sábado, 4 de julho, o recinto aposta numa programação dirigida às famílias, com destaque para o workshop “Fotografar, Naturalmente”, orientado pelo fotógrafo Lino Silva, atividades permanentes nos espaços Kids e Consciência, animação itinerante com o Palhaço Simão e o espetáculo infantil “O Coração Mágico das Folhinhas”, apresentado pelo grupo Hermanas Bananas.
A música regressa ao final da tarde com o sunset de Difuso, seguindo-se os concertos dos Balklavalhau, que reinterpretam o cancioneiro popular português, e dos Galandum Galundaina, um dos mais reconhecidos representantes da música tradicional mirandesa. A noite encerra com um DJ set de Maryzka.
O último dia do festival convida os participantes a uma experiência mais intimista em contacto com a natureza. O programa inclui uma caminhada interpretativa em parceria com a Associação Campanoo, uma sessão de banho de argila junto à lagoa, um showcase de Homem em Catarse e o concerto de encerramento por Max Bubo.
Ao longo dos três dias, o público poderá ainda participar em diversas atividades paralelas, entre as quais jogos populares dinamizados pela Almeida Jogos, experiências de SUP Paddle na Lagoa do Alvão, promovidas pelo Pena Aventura, e iniciativas de bem-estar no Espaço Consciência, com massagens, yoga, concertos meditativos e a atividade “Círculo da Vida”.
Já o Espaço Kids contará com oficinas criativas e sensoriais coordenadas por Raquel Cavacas e Sara Pinto, incluindo atividades como “Criaturas Mágicas nas Árvores”, “Olho de Deus”, feltragem molhada, ateliers com gelo e experiências inspiradas no fundo do mar.
A organização espera voltar a atrair centenas de visitantes à Lagoa do Alvão, consolidando o ARTimanha como um dos festivais culturais de referência em Trás-os-Montes, onde a arte e a natureza caminham lado a lado.