Uma nova aguarela pascal, marcada pela intensidade espiritual e simbólica, foi criada este ano, surgindo como novidade no panorama artístico ao serviço da Igreja. A obra nasce de um desafio lançado pelo padre Flávio Nunes, que convidou a artista Sylvie Castro, natural de Amares, distrito de Braga, a desenvolver uma imagem inspirada na figura de Tomé, o discípulo que procura tocar nas chagas de Jesus Cristo para reconhecer a Ressurreição.
A composição retrata o encontro entre Cristo Ressuscitado e Tomé, destacando o gesto, o olhar e a proximidade entre as figuras, num ambiente de cor e luz que simboliza a passagem da dúvida à fé.
A autora refere ter abraçado o trabalho “com fé, amor e um profundo sentido de responsabilidade”, sublinhando ainda o orgulho por ver a obra acolhida por várias comunidades.
Inicialmente pensada para sete paróquias do concelho de Montalegre, a aguarela será também partilhada por outras comunidades da região, numa adesão alargada que reforça o seu papel como instrumento de evangelização e reflexão.
A iniciativa evidencia a importância da arte na vivência da fé, apresentando-se como um testemunho contemporâneo da mensagem pascal e da centralidade da Ressurreição.