A Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve, até 17 de abril de 2026, um total de 59 pessoas pelo crime de incêndio rural em Portugal, sendo a esmagadora maioria dos casos associada a comportamentos negligentes no uso do fogo.

De acordo com os dados divulgados, 57 das detenções resultaram de situações de queimas e queimadas de sobrantes que se descontrolaram, evidenciando o impacto do uso indevido do fogo na origem dos incêndios.

Os distritos de Braga e Vila Real registam o maior número de detenções, com 14 casos cada, seguindo-se Leiria (10), Viseu (7), Guarda (6), Porto (4), Aveiro (3) e Bragança (1). No distrito de Beja não foram registadas detenções.

Em termos etários, a maioria dos detidos situa-se entre os 41 e os 64 anos, com 34 casos, sendo também relevante o número de ocorrências em faixas etárias mais elevadas, nomeadamente entre os 75 e os 84 anos.

No âmbito da “Operação Floresta Segura 2026”, a GNR sinalizou ainda 7.664 terrenos para limpeza obrigatória. Relativamente à área ardida, os dados provisórios apontam para 7.675 hectares consumidos pelas chamas até 15 de abril.

A GNR relembra que a floresta ocupa mais de um terço do território nacional e assume-se como um recurso estratégico, apelando à responsabilidade individual na prevenção de incêndios.

Entre as principais recomendações estão o registo prévio ou autorização para a realização de queimas, a evitação do uso do fogo em condições meteorológicas adversas e a garantia de extinção total antes de abandonar qualquer queimada.

A força de segurança mantém ativa a linha SOS Ambiente e Território (808 200 520), disponível para esclarecimentos e denúncias, reforçando que a prevenção depende do comportamento de cada cidadão.